Mudança de curso: o que é importante considerar?

Mudança de curso: o que é importante considerar?

Veja quais as motivações levam à troca do curso superior e os pontos importantes a considerar na hora da mudança

 

Antes mesmo da saída do ensino médio, boa parte dos estudantes estão sujeitos a escolher o curso que desejam cursar na faculdade.  

De certo modo, a iniciativa de decidir a graduação na qual deseja cursar para o ingresso da carreira profissional se dá de forma ainda muito precoce para os adolescentes. 

O público jovem lida com tais decisões a partir dos dezessete anos de idade, ou até mesmo antes, o que é considerado um período prematuro para estabelecer decisões a longo prazo, como o ingresso de carreira em uma universidade.

Logo, decisões como estas dizem muito sobre aspirações pessoais e de carreira que cada pessoa deseja seguir, sendo elas postas de forma apressadas muitas vezes pela sociedade e/ou pelos pais. 

 

Pensando nisso: será mesmo que os estudantes estão prontos para decidirem qual curso escolher na graduação?

 

É muito provável que não. 

No Brasil, o índice de abandono ou troca de curso na graduação nos últimos dez anos se equipara à metade dos ingressantes nas faculdades.

Nesse sentido, existem uma série de fatores que podem favorecer a transição de curso no nível superior, e uma delas, como dito acima, é a decisão precoce no vestibular. 

Outro fator que implica na troca de curso é a falta de acesso à informação, motivada muitas vezes pela vulnerabilidade social ou por não ser considerada como ponto relevante pelos estudantes na escolha da graduação. 

Ou seja, de um lado, há falta de recursos informacionais e comunicacionais para o ingressante. Do outro,  existe pouco interesse na busca de conhecimento e referências mais aprofundadas acerca da área ou curso que os ingressantes desejam estudar. 

É importante lembrar que: assim como a busca por testes vocacionais é fundamental para entender a compatibilidade do seu perfil com áreas ofertadas, buscar ouvir e participar de networking com profissionais que já atuam na área é indispensável no processo de escolha do curso.

O resultado disto? O número considerável de recém graduandos insatisfeitos com a grade curricular do curso, metodologia e conteúdos disposto na graduação que chega a 56% dos estudantes. 

 

Mas é importante lembrar que não há nenhum problema em mudar de curso 

 

Como dito acima, muitos fatores influenciam a troca de curso na graduação. Logo é importante ter em mente que não há nenhum problema em fazer a transição. 

Antes de investir e insistir em um curso superior que já não é compatível com os seus interesses, a melhor iniciativa a fazer é buscar outra opção que se adeque às suas aspirações profissionais e pessoais no momento. 

Além disso, entender que o ingresso na faculdade requer tempo e investimento financeiro é também compreender que todo esse investimento pode ser direcionado para o estudo que mais se identifica no contexto atual.

Assim, as frustrações de estudos, pesquisa e carreira são evitadas desde cedo. 

 

Agora é importante saber: o que você precisa considerar na hora da transição de curso?

 

Primeiramente, é interessante refletir sobre caminhos e formas para você mudar de curso. 

Compreender que se trata de um processo subjetivo é fundamental, pois estamos tratando de diferentes motivações para cada pessoa. Ou seja, não existe uma fórmula pronta para entender se você deve ou não fazer a transição de curso. 

Agora, vamos pensar juntos o que é importante considerar na hora de mudar de curso 👇🏽

 

1. Adaptação ao curso

 

É comum que nos três primeiros períodos do curso superior você tenha que lidar com disciplinas introdutórias que, normalmente, propõem conteúdos básicos e pouco ligados ao foco específico do curso.

Isso pode desencadear desmotivação, frustração e a vontade prévia de mudar o curso. 

Talvez não seja o momento de desanimar e sim avaliar o contexto.

Criar expectativas no percurso inicial da faculdade também é natural, mas não cabe a esse momento levar ao desgaste do curso como um todo. 

Tente estar mais integrada (o) à grade curricular da graduação dos próximos anos, conversar com graduandos períodos à frente. Isso pode ajudar a entender o que é frustração ou não. 

É interessante considerar que as primeiras quebras de expectativas não sejam confundidas com a não identificação com o curso. 

 

2. Suporte da Instituição 

 

O segundo ponto a avaliar é se você está insatisfeita (o) com o curso ou com a instituição. 

Talvez a faculdade onde você decidiu ingressar no curso superior não esteja acolhendo as demandas que você busca enquanto estudante. 

Metodologia de ensino, conteúdo programático, infraestrutura e suporte acadêmico são alguns requisitos que levam, também, à motivação de permanecer ou não na graduação escolhida.

Assim, é imprescindível entender se o local que você optou por estudar pelos próximos quatro ou cinco anos está oferecendo o suporte necessário que você almeja. 

 

3. Perfil acadêmico e as necessidades do curso 

 

Será que o seu perfil acadêmico está de acordo com as necessidades do curso?

Habilidade, conhecimento e inteligência emocional são aspectos importantes para entender se o seu perfil harmoniza com as demandas da sua opção de curso. 

É claro que os aspectos citados acima são elementos que podem ser adquiridos no decorrer do aprendizado. Mas aqui estamos falando de particularidades, pontos que definem, também, a personalidade do graduando, como gostar de cálculos ou preferir lidar com pessoas. 

Assim, é importante avaliar seu perfil pessoal enquanto estudante e o que você almeja enquanto profissional. Desse modo será mais fácil compreender suas afinidades no curso superior e no mercado de trabalho. 

4. Perspectiva de emprego 

 

Por fim, por que não refletir também sobre o mercado de trabalho?! 

As expectativas de empregabilidade é um fator que influencia os graduandos na hora de trocar ou não o curso superior. 

Desse modo, entender as demandas da área que deseja atuar diz respeito à disposição que precisamos ter para cursar por alguns anos a graduação.

Caso não enxergue futuro profissional na atual área de estudos, talvez, sim, seja a hora de mudar o trajeto, ou quem sabe pensar em possíveis especializações após a conclusão do curso.  

Agora que citamos alguns pontos interessantes a considerar na hora de mudar o curso, reveja suas motivações, objetivos e aspirações no curso superior. 

Caso haja uma inclinação para a troca em todos os pontos avaliados, então chegou o momento de mudar sem medo. 

 

É importante relembrar que esse conteúdo não propõe uma fórmula pronta para todas (os) que desejam fazer a transição na graduação, mas, sim, uma chamada para reflexão sobre pontos importantes a considerar na escolha de uma segunda opção de curso superior, ok? 

Esse conteúdo foi interessante para você? Então comenta aqui embaixo se você já precisou ou pretende fazer a mudança do curso superior  👇🏽

 

Veja também: Vida de estagiário: 7 dicas para se dar bem na sua primeira oportunidade. 

 

 

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